1/3

ANA permitirá que seus funcionários possuam uma ampla gama de empregos paralelos


TÓQUIO - A All Nippon Airways permitirá que seus funcionários assumam uma ampla gama de empregos paralelos, já que busca ajudá-los a suplementar a renda primária que foi reduzida em meio à pandemia, segundo fontes familiarizadas com o plano no sábado.


Possivelmente a partir do próximo ano, os cerca de 15 mil funcionários da companhia aérea japonesa terão permissão para trabalhar em meio período para outras empresas fora do horário de expediente, disseram as fontes.


Até agora, eles só podiam ter empregos paralelos sob a condição de operarem como um empresário individual, como trabalhar como tutor.


A mudança ainda a ser anunciada ocorre em um momento em que a pandemia reduziu drasticamente os voos internacionais, à medida que as nações em todo o mundo implementavam restrições de viagens para evitar infecções, impactando severamente a indústria aérea.


Recentemente, a AirAsia Japan Co., unidade japonesa da companhia aérea de baixo custo da Malásia AirAsia Group, disse que se retirará completamente do mercado japonês.


A ANA notificou seu sindicato sobre o plano de permitir um escopo mais amplo de empregos paralelos, e a política também pode se aplicar a outras empresas do grupo, disseram as fontes.


A controladora da ANA, chamada de ANA Holdings, relatou em julho um prejuízo líquido recorde de 108,82 bilhões de ienes entre abril e junho, citando a redução da demanda por viagens aéreas.


Com o ambiente de negócios se deteriorando fortemente, espera-se que os funcionários vejam seus salários anuais cair em 30% em média, já que a ANA planeja não pagar os bônus de inverno depois de já ter reduzido pela metade os bônus de verão.


A entidade também está planejando novas medidas de corte de custos, incluindo retirar os jatos de passageiros de serviço antes do programado, como parte das reformas estruturais a serem anunciadas antes do final de outubro, de acordo com as fontes.


Com uma recuperação nas viagens aéreas, principalmente nos serviços internacionais, que ainda não está no horizonte, as companhias aéreas japonesas vêm enfrentando enormes perdas financeiras.


Em agosto, inclusive, a JAL registrou prejuízo líquido de 93,71 bilhões de ienes apenas no trimestre abril-junho.