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Apesar da rigorosidade em controle de armas no Japão, situações como de sexta são difíceis de evitar


JAPÃO - O assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe durante um discurso na sexta-feira destacou a dificuldade de prevenir incidentes de tiroteios mesmo em um país como o Japão, onde o controle de armas é rigoroso em comparação com outras nações, como os Estados Unidos.


Uma série de crimes de tiroteio ocorreram no Japão nos últimos anos, incluindo aqueles que têm como alvo políticos, e especialistas apontam novas tecnologias, como impressoras 3D que podem produzir armas caseiras como um fator que frustra os esforços da aplicação da lei para reprimir todas as armas de fogo.


A polícia japonesa usa seções especializadas para aplicar as rígidas leis de controle de armas do país, ao mesmo tempo em que solicitam informações de cidadãos para ajudar a rastrear armas ilegais como parte do esforço global contra crimes.


Em 2007, o então prefeito de Nagasaki, Itcho Ito foi morto a tiros por um membro da Yakuza durante uma campanha eleitoral.


Abe também estava fazendo um discurso quando foi baleado por um homem de 41 anos com uma arma caseira na cidade japonesa de Nara. O ex-primeiro-ministro morreu horas depois. A violência armada tem sido vista em numerosas rixas dentro da própria máfia japonesa.


Embora seja difícil para os cidadãos sem licença obter armas de fogo no Japão, acredita-se que o progresso na tecnologia e a quantidade de informações disponíveis online tenham desempenhado um papel no aumento das posses ilegais de armas.


Em 2014, um ex-funcionário da universidade foi preso sob suspeita de possuir ilegalmente uma arma feita usando uma impressora 3D. Em 2018, a polícia da prefeitura de Aichi prendeu um adolescente por supostamente fabricar uma arma e artefatos explosivos em sua casa.


Nobuo Komiya, professor de criminologia da Universidade de Rissho, indicou que é virtualmente impossível erradicar a violência armada.


"Não há contramedida, exceto que as autoridades policiais mantêm um controle atento sobre se há pessoas usando indevidamente novas tecnologias", disse ele.