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Aumento em número de casos faz atrasar planos econômicos no Japão


JAPÃO - O Japão registrou mais de 76.000 novos casos de coronavírus na terça-feira, mais que o dobro de uma semana antes e ultrapassando a marca de 70.000 pela primeira vez desde 3 de março, em meio a sinais de que a nação está passando por uma sétima onda de infecções.


Infecções recordes de um dia foram registradas em 12 prefeituras, incluindo a prefeitura de Okinawa, no sudoeste, que viu 3436 infecções e mais quatro mortes.


Em resposta aos casos crescentes, o governo agora planeja adiar o lançamento de um programa nacional de subsídios de viagem para os residentes do Japão que havia previsto para a primeira quinzena de julho.


Espera-se que a nova campanha de subsídios seja uma versão ampliada de um programa semelhante atualmente implementado a nível municipal para incentivar viagens locais entre os moradores. O governo continuará seu apoio financeiro aos subsídios limitados à área até o final de agosto.


Apesar do adiamento, funcionários do governo descartaram restrições aos movimentos das pessoas. Em uma coletiva de imprensa, o ministro da saúde Shigeyuki Goto expressou preocupação com um novo aumento das infecções durante o próximo período de férias de verão, mas disse: "Não achamos que a situação atual exija controles de movimento".


A equipe de combate a pandemia da Associação Nacional de Governadores compilou um conjunto de recomendações ao governo na terça-feira, incluindo testes de laboratório gratuitos expandidos e apoio financeiro à indústria do turismo.


Os resultados da capital nipônica na terça-feira espelharam o quadro nacional, com o governo metropolitano relatando 11.511 novas infecções por coronavírus, mais que o dobro do nível de uma semana antes. Os números levaram a capital a passar dos 10.000 pela primeira vez desde 16 de março.


Sua média de sete dias de novos casos foi de 8941 por dia, um aumento de 136,6% em que na semana anterior. Uma morte também foi confirmada.


Os novos números vêm depois que Shigeru Omi, chefe do painel de especialistas do governo na pandemia, disse na segunda-feira que o Japão "sem dúvida entrou" em uma sétima onda de infecções por coronavírus. A onda provavelmente está sendo alimentada pelo subvariante BA.5 da variante Omicron, que é considerada altamente transmissível.