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Bach diz que vacinação não é obrigatória para atletas


JAPÃO - O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, reiterou na sexta-feira que a vacinação contra o coronavírus não será uma exigência para os atletas que competem nos Jogos de Tóquio, devido às preocupações sobre o ritmo lento do lançamento da vacina no Japão.


Como o país-sede das Olimpíadas enfrentou atrasos para garantir as doses das vacinas, existe a possibilidade de alguns atletas japoneses não serem vacinados a tempo para o início dos jogos em 23 de julho.


Mas Bach, falando em uma entrevista coletiva após uma sessão do COI, disse que o órgão "deixou claro desde o início" que não imporia a obrigação de vacinação e seguiria as diretrizes do governo sobre o assunto.


“Os atletas e os comitês olímpicos nacionais devem seguir seus regulamentos nacionais sobre vacinação. Esta é uma responsabilidade clara do governo e, nisso, não iremos interferir”, disse Bach.


"Trabalharemos com os CONs para obter o maior número possível de participantes sendo vacinados, mas sempre dentro das diretrizes nacionais relevantes."


O Japão deve receber cerca de 100 milhões de doses da vacina COVID-19 da Pfizer Inc. em maio e junho, o suficiente para quase metade de sua população, de acordo com o governo japonês.


Bach revelou na quinta-feira que o Comitê Olímpico Chinês se ofereceu para fornecer doses de vacinas para atletas nos Jogos de Tóquio, que foram adiados por um ano por causa da pandemia do coronavírus, bem como nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim no ano que vem.


O COI e quatro outras entidades organizadoras concordaram em tomar uma decisão sobre a participação dos torcedores nos jogos até o final deste mês, mas o governo japonês já decidiu excluir os espectadores estrangeiros, segundo autoridades com conhecimento do assunto.


Questionado sobre as questões de direitos humanos na China levantadas por ativistas e alguns outros países antes dos jogos de 2022, Bach disse que o COI estava "levando isso muito a sério", mas estava limitado em sua capacidade de responder.


"Não somos um supergoverno mundial que pode resolver ou tratar de questões" para as quais o Conselho de Segurança das Nações Unidas e outros organismos internacionais não têm solução, disse Bach.


Em sua sessão online, o COI também aprovou por unanimidade um pacote de 15 recomendações que orientarão a tomada de decisões nos últimos quatro anos de Bach à frente da organização.


Entre as recomendações, o COI buscará "incentivar o desenvolvimento de esportes virtuais e se envolver ainda mais com as comunidades de videogames".


O COI também disse que buscará "fomentar Jogos Olímpicos sustentáveis" e continuar a promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, de acordo com as recomendações da "Agenda Olímpica 2020 + 5".