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CEO da Eisai elogia eficácia do remédio contra alzheimer, mas diz estar preocupado com os gastos


JAPÃO - O CEO da Eisai, Haruo Naito, disse na quarta-feira que um novo medicamento para a doença de Alzheimer que desenvolveu com a empresa americana Biogen tem potencial para se tornar um produto "blockbuster".


A aprovação pela FDA dos EUA na segunda-feira do medicamento Aduhelm aumentou as esperanças para o tratamento da doença de Alzheimer. Mas a preocupação permanece sobre os custos médicos mais elevados, já que um paciente seria cobrado $ 56.000 por ano.


“Acreditamos que tem potencial para dar uma grande contribuição como um medicamento de sucesso”, disse ele, acrescentando que as pessoas com baixa renda também deveriam poder receber o medicamento.


"O preço deve ser baseado no valor multifacetado do medicamento", disse Naito, observando que a carga sobre os familiares que cuidam dos pacientes de Alzheimer é maior do que apenas os custos médicos.


"As oportunidades de trabalho para esses membros da família diminuem e o paciente pode ter que ficar em uma instituição de saúde por um longo período. Ao avaliar esses múltiplos fatores, podemos ter uma visão geral", disse o CEO.


O Aduhelm reduz as proteínas beta-amilóides no cérebro, que se acredita desempenhar um papel fundamental na causa da doença de Alzheimer.


Ele será administrado como uma infusão uma vez a cada quatro semanas a um custo anual de US$ 56.000, de acordo com a Biogen, com sede em Cambridge, Massachusetts.


Naito disse que a droga será usada por um a dois milhões de pacientes nos Estados Unidos e cerca de um milhão no Japão.


A Biogen Japan submeteu seu pedido de aprovação ao ministério da saúde do país em dezembro. O ministério disse na terça-feira que pode decidir se permite seu uso doméstico até o final deste ano.


A Eisai também desenvolveu o medicamento Aricept para o tratamento da doença de Alzheimer. Aduhelm é a primeira nova terapia para a doença aprovada pelo FDA em quase duas décadas.