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China aceita o maior acordo de livre comércio do mundo, incluindo Japão e ASEAN


CHINA - O governo chinês disse na segunda-feira que ratificou formalmente o maior acordo de livre comércio do mundo assinado no ano passado por 15 países da Ásia-Pacífico, incluindo Japão, Coréia do Sul e a Associação de Nações do Sudeste Asiático, com 10 membros.


A China espera que outros países acelerem seus processos para colocar em vigor a Parceria Econômica Global Regional, disse o ministro do Comércio, Wang Wentao, a repórteres durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento do país.


Na tentativa de aumentar sua influência econômica na região, a China também expressou recentemente seu desejo de aderir ao pacto de livre comércio da Parceria Transpacífica, do qual os Estados Unidos se retiraram em janeiro de 2017.


O RCEP, cobrindo um terço do comércio global e da população, envolve a ASEAN, Austrália, China, Japão, Nova Zelândia e Coréia do Sul. A ASEAN agrupa Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.


O acordo entrará em vigor após a ratificação por seis membros da ASEAN e três dos outros países. No mês passado, a Tailândia ratificou o pacto, enquanto o Gabinete japonês aprovou um projeto de lei para seguir o exemplo.


Se a área de livre comércio for posta em prática, as atividades de comércio e investimento entre os países do RCEP se intensificarão por conta de medidas como a eliminação e redução de tarifas.


Um acordo especial, por sua vez, foi feito para facilitar o retorno da Índia, depois que Nova Delhi, apesar de ser um dos membros fundadores, pulou todas as negociações desde novembro de 2019 em meio à preocupação de que seu déficit comercial com a China aumentasse.


A Índia está isenta de uma regra que proíbe novos participantes no quadro por 18 meses após a entrada em vigor do acordo.