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Chizuru Arai enterra decepção de não conseguir ir ao Rio 2016 e ganha a dourada em casa


JAPÃO - A judoca japonesa Chizuru Arai triunfou sobre Michaela Polleres, da Áustria, na final para ganhar a medalha de ouro na categoria feminina abaixo de 70 quilos nas Olimpíadas de Tóquio na quarta-feira.


Com a vitória, Arai conquistou a segunda medalha de ouro no judô feminino japonês nestes jogos, após Uta Abe, com 52 kg - a primeira vez que as mulheres venceram duas categorias de peso no judô desde que conquistaram o feito nos Jogos de Pequim de 2008. Foi o segundo título olímpico consecutivo do Japão na categoria de 70 kg feminino.


Na final, Arai, de 27 anos, que estava fazendo sua estreia olímpica, estava no banco do motorista do início ao fim, pressionando Polleres antes de marcar um wazari.


Haruka Tachimoto também conquistou o pódio olímpico com 70 kg no Rio há cinco anos, que acabou sendo a única medalha de ouro conquistada pelas japonesas no torneio de judô 2016.


“Não queria terminar com arrependimentos, por isso queria um ippon e continuei na ofensiva”, disse Arai, quando questionada sobre o seu ataque contínuo na final.


Arai havia perdido por pouco uma vaga olímpica competindo contra Tachimoto nos jogos anteriores, mas - revigorando sua campanha após a decepção - ela conquistou títulos consecutivos nos campeonatos mundiais de 2017 e 2018.


Ela estava disputando seu terceiro título mundial consecutivo em 2019 no Nippon Budokan, o mesmo "solo sagrado" usado como local para os Jogos de Tóquio, mas foi eliminada na terceira rodada.


Na quarta-feira, Arai sem dúvida teve sua luta mais difícil nas semifinais contra a russa Madina Taimazova, a luta durou 16 minutos e 41 segundos. A bicampeã mundial Arai tentou em vão, desarrolhar vários uchimatas ineficazes, mas foi seu trabalho implacável no tatame.


Já se passaram mais de cinco longos anos desde que Arai não conseguiu se classificar para o Rio.


"Passei cada ano acreditando que seria a número 1, então a última coisa que queria fazer era sair daqui sem algum arrependimento", disse Arai.


"Queria desistir tantas vezes, mas estou muito feliz por nunca ter deixado de acreditar em mim mesmo e isso levou a este resultado."