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Compra da Kioxia pela Western Digital entra em reta final


JAPÃO - A empresa americana de semicondutores Western Digital está em negociações avançadas para adquirir sua parceira japonesa Kioxia em um acordo de mais de US$ 20 bilhões, informou a mídia americana na quarta-feira.


Um acordo poderia ser alcançado já em meados de setembro e o CEO da Western Digital, David Goeckeler, chefiaria a empresa resultante da fusão, de acordo com os relatórios.


No entanto, ainda existe a possibilidade de que a Kioxia, anteriormente conhecida como Toshiba Memory Holdings, opte por abrir o capital.


A empresa pretendia listar suas ações na Bolsa de Valores de Tóquio em outubro do ano passado, mas adiou a estreia devido a mudanças no ambiente de mercado causadas pelo conflito entre Estados Unidos e China.


A possível compra pela Western Digital vem em linha com a intenção do governo dos EUA de aumentar a produção de semicondutores por empresas americanas para competir melhor com a China.


A antiga unidade da Toshiba foi vendida em 2018 para um consórcio liderado pela empresa de private equity norte-americana Bain Capital e a Toshiba ainda detém cerca de 40 por cento das ações da Kioxia.


De acordo com a lei cambial do país, uma aquisição da Kioxia pela Western Digital exigiria a aprovação das autoridades japonesas.


Tanto a Kioxia quanto a Western Digital fabricam chips de memória flash, um dispositivo de armazenamento, e têm uma parceria que inclui a operação conjunta de uma fábrica na província de Mie, no centro do Japão.


Em março, a Western Digital e a fabricante de chips americana Micron estariam explorando separadamente uma possível aquisição da Kioxia.