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Dados mostraram que mais de 10 mil crianças estrangeiras não frequentam a escola no Japão


JAPÃO - Dados do governo mostraram que cerca de 7% de todas as crianças estrangeiras residentes no Japão não estão frequentando a escola. Isso corresponde a 10.046 pessoas no total.


Mas o número dessas crianças ausentes em maio do ano passado caiu quase pela metade, totalizando 9425, desde a última pesquisa do Ministério da Educação, realizada em 2019.


O ensino fundamental e médio não é obrigatório para estrangeiros, ao contrário de seus pares japoneses. Mas eles podem receber educação pública gratuitamente, se quiserem.


Outro fato que pode contribuir com este número de crianças ausentes pode ser a xenofobia e o bullying a estrangeiros dentro do estabelecimento estudantil, apesar de haver propagandas instando a parar com os atos.


O ministério diz que a melhora desde 2019 é possivelmente atribuída aos seus esforços para incentivar os conselhos escolares a ajudar mais crianças estrangeiras a frequentar a escola.


A pesquisa foi realizada em 1741 municípios em todo o Japão, abrangendo 133.310 crianças estrangeiras listadas em registros de residentes. Constatou-se que 649 crianças não frequentaram a escola, mas não puderam confirmar o status de frequência escolar de 9397 crianças.


O ministério diz que incentivará os governos locais a aumentar sua conscientização sobre a situação e a serem proativos no contato com famílias estrangeiras.


Os dados mostraram que 1214 municípios possuem mais de uma criança estrangeira em idade de escolaridade obrigatória. Destes, 85,3% criaram registros escolares para crianças estrangeiras e 85,9% enviaram informações escolares para famílias estrangeiras antes que seus filhos se tornassem elegíveis para ingressar na primeira série.


Além disso, o ministério descobriu que 47.627, ou 40%, de todos os alunos estrangeiros que frequentam o ensino fundamental e médio ou escolas especiais precisam de apoio em língua japonesa em suas vidas diárias ou escolares.


Este é o número mais alto desde que tal pesquisa foi realizada pela primeira vez no ano fiscal de 1991, que o ministério atribui a um aumento de crianças estrangeiras que frequentam escolas públicas.


O ministério diz que estudará ainda mais se as crianças estão sendo excluídas das salas de aula normais devido à falta de habilidade no idioma japonês.


Para ajudar as crianças estrangeiras, decidiu introduzir um sistema para reconhecer as aulas especiais de instrução japonesa nas escolas secundárias como uma unidade formal, a partir de abril de 2023.