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Dia de glória para o pro-wrestling japonês


EUA - O NXT desta quarta-feira teve, em sua programação, duas lutas envolvendo atletas japoneses pela WWE, que ocorreu no centro de performance da companhia, com presença de alguns membros como público e o público online.


Fato semelhante que aconteceu com os torcedores brasileiros em 1986, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo, realizado no México, mas para suprimir a tristeza, Ayrton Senna chegou a vencer a corrida, devolvendo a alegria de volta. Para os torcedores japoneses e niponistas, o fato se assemelha com a derrota do Japão para o México na terça-feira e com duas vitórias nipônicas no pro-wrestling numa quarta.


Kushida vs Arturo Ruas

O japonês Kushida teve a honra de encarar o brasileiro Arturo Ruas numa luta simples da programação da NXT. Os dois lutadores ficaram se ofendendo e afrontando um ao outro antes do gongo soar.


A luta começou com uma luta corpo a corpo que resultou no domínio da luta pelo brasileiro que chegou a causar danos no braço do atleta nipônico. Por quase três minutos, ambos ficaram no mesmo estilo com um intervalo de pouco menos de um minuto tendo o domínio do duelo.


A luta terminou quando Arturo tentava aplicar uma submissão nas pernas, mas Kushida foi inteligente e levou as mãos para trás, forçando uma contagem do juiz e decretando o fim da luta. O brasileiro saiu furioso do ringue enquanto o nipônico comemorava a vitória.


Io Shirai vs Rhea Ripley

A atleta japonesa de 30 anos não esperou por uma desafiante ideal para o PPV e decidiu chamar a australiana Rhea Ripley para um duelo valendo o título feminino do NXT. Shirai começou a luta com o pé esquerdo após sofrer pequenos golpes da adversária.


A luta foi de igual para igual, com Rhea ocasionando danos no braço e no tórax, porém a lutadora nipônica teve vantagem ao aplicar um dropkick, quando um dos pés acertou a orelha da australiana que usava um brinco, o que fez com que sua orelha sangrasse muito.


A luta continuava, Shirai tentava aplicar o 619 de Rey Mysterio, mas ao errar o golpe, Ripley conseguiu jogá-la para fora do ringue, porém Io foi esperta e conseguiu segurar a atleta por baixo e jogar contra a mesa dos narradores. Isso foi o suficiente para que o juiz contasse até dez, o que ocasionaria a derrota da australiana que permaneceu por lá, após sofrer o golpe.


Mas restando 1, Rhea consegue voltar para o ringue, mas não deu tempo de ela se recompor, Io Shirai, num elemento surpresa, veio do ar ao chão com o seu famoso Moonsault, acertando em cheio a adversária, forçando a contagem até três, decretando o fim da luta.


Mas o inesperável aconteceu, num gesto de esportividade, Io Shirai cumprimenta e abraça a adversária após a recomposição de ambas.


CE Rodrigues que narrava a luta pela Rádio Mirai comentou mais tarde: "Essa pequena japonesa... Adora me fazer sofrer! Toda as lutas que faço dela, sempre é desse jeito, com emoção e com os nervos a flor da pele. Um detalhe interessante é que eu não tinha comido nada desde a tarde e de noite, com o estomago vazio, fiz as duas lutas. Na luta do Kushida nem foi tão alto como este, onde quase desmaiei e senti meu peito direito em virtude do calor, da pressão, da fome e do clima da partida. Max David, meu ex-patrão, na época da Esportiva FM já havia me dado uma bronca por causa disso (risos), acabei me esquecendo. Mas você só se dá conta do que faz quando as consequências começam né? (risos) Pelo menos estou feliz. Igual como foi o torcedor brasileiro em 1986, fomos nós em 18 de Novembro de 2020."