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Dois líderes de empresa aérea são presos por operar ilegalmente no Japão


JAPÃO - A Polícia Metropolitana de Tóquio anunciou a detenção de Hideomi Sato, de 48 anos, presidente de uma empresa de serviços de partilha de helicópteros em Minato, por violar a Lei Aeronáutica Civil.


A empresa, como entidade jurídica, também será encaminhada ao Ministério Público na sexta, dia 10 também sob a mesma acusação. Segundo investigações, foram operadas voos ilegais para campos de golfe e voos panorâmicos, o que lhe rendeu cerca de 80 milhões de ienes desde agosto de 2017.


Sato foi preso por alegadamente receber um total de 340 mil ienes de 16 pessoas entre Outubro de 2007 e 2008 sem autorização e transportando-os de helicóptero de um heliporto em Shinkiba para um campo de golfe em Shizuoka.


Outro suspeito, Kazuma Nakamura, de 33 anos, presidente de uma agência de transportes aéreos, também foi preso por suspeita de violar a mesma lei por ter recolhido oito clientes.


De acordo com a divisão, é necessário vários anos a obter uma licença para operar uma empresa aérea mediante o pagamento de uma taxa. Mesmo após a concessão da licença, a empresa está sujeita a auditorias por parte do governo, o que aumenta os custos através da atribuição de equipes de segurança.


Sato admitiu às acusações e declarou: "Existia uma limiar elevada para obter uma licença para uma transportadora aérea." Nakamura negou as acusações, dizendo: "Não pensei que fosse ilegal."


A Clearnet, empresa que Sato administrava, foi criada em 2012. Para além da venda de aviões, a empresa operava um serviço de partilha no qual alugava helicópteros, cruzadores e carros de luxo aos seus membros.


Os helicópteros da empresa estiveram envolvidos numa série de acidentes: em Dezembro de 2008, um piloto de 46 anos caiu numa floresta em uma montanha na cidade de Shimada, em Shizuoka, matando-o e em Março de 2009, um helicóptero caiu em um arrozal na aldeia de Aoki, em Nagano, deixando seis pessoas gravemente feridas.