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Em carta a crítico da igreja, Yamagami expressava intenção de assassinar Shinzo Abe


JAPÃO - O homem acusado de assassinar Shinzo Abe enviou uma carta a um crítico da Igreja da Unificação sinalizando sua intenção de matar o ex-primeiro-ministro antes do tiroteio no início deste mês, disse o destinatário no domingo.


A carta mostra o ressentimento que o autor do crime, Tetsuya Yamagami, de 41 anos, sentiu em direção à igreja, com a qual ele acreditava que Abe tinha laços. A polícia parece estar ciente da carta.


Acredita-se também que Yamagami tenha expressado seu ressentimento no Twitter algum tempo após o outono de 2019, fazendo tweets como "A única coisa que odeio é a Igreja da Unificação" e "O dever da Igreja da Unificação é tirar todo o dinheiro que puderem das famílias".


A carta foi aparentemente enviada este mês vinda de Okayama para Shimane, oeste do Japão.


O destinatário masculino, cuja identidade está retida, fez postagens no blog criticando a Federação da Família pela Paz Mundial e Unificação.


Yamagami disse aos investigadores que as doações de sua mãe para a igreja arruinaram as finanças de sua família. Seu tio diz que eles totalizaram cerca de 100 milhões de ienes.


Na carta impressa de 4 páginas, Yamagami disse que "se sentia amargurado" com Abe, que ele descreveu como "um dos simpatizantes mais influentes da Igreja da Unificação no mundo real", mas que ele "não era seu inimigo original".


Yamagami também escreveu que ele tinha passado um tempo obtendo armas e não se importaria mais com "o significado político e as ramificações da morte de Abe".


De acordo com os investigadores, Yamagami disse que guardava rancor contra a igreja por mais de 20 anos e matou Abe, pois acreditava que seu avô havia convidado o grupo para o Japão da Coreia do Sul.


Embora a data do carimbo na carta não esteja clara, sabe-se que Yamagami visitou um salão na cidade de Okayama na véspera do tiroteio fatal na tentativa de matar o ex-premiê lá. Ele pode ter enviado a carta no mesmo dia.


Abe foi baleado em 8 de julho enquanto fazia um discurso em uma rua na cidade de Nara, no oeste.