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EUA diz que não há mudança nos planos para as Olimpíadas


EUA - Os Estados Unidos não fizeram nenhuma mudança em seus planos para as Olimpíadas de Tóquio neste verão, disse a Casa Branca na quarta-feira, com a saúde e a segurança dos atletas sendo sua principal prioridade.


"Nada mudou em nossos planos", disse a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki em entrevista coletiva quando questionada se o presidente Joe Biden acha que é seguro enviar atletas americanos ao Japão.


Ela não deu detalhes na época, mas a Casa Branca disse mais tarde em um comunicado que o Comitê Olímpico dos EUA está "obviamente monitorando de perto a situação no Japão".


"Queremos que a equipe dos EUA tenha sucesso no cenário internacional e que a saúde e a segurança de nossos atletas sejam a prioridade. Porém, em última análise, essa será uma decisão do USOPC", acrescentou, referindo-se à sigla do Comitê Olímpico e Paraolímpico dos EUA.


Desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro, Biden não fez nenhuma declaração pública sobre os Jogos de Verão de Tóquio, que estão programados para começar em 23 de julho após terem sido adiados no verão passado devido ao surto do vírus.


As perspectivas para os jogos permanecem nebulosas, com o governo japonês estendendo na terça-feira seu estado de emergência desencadeado pela pandemia para Tóquio e outras regiões por um mês até 7 de março, já que os hospitais continuam sob pressão, apesar do declínio dos casos de vírus.


Embora Psaki já tenha sido questionada várias vezes se Biden acha que as Olimpíadas podem ir em frente com segurança, ela ainda não deu uma resposta clara, possivelmente devido à sensibilidade do assunto para o Japão.


No final de janeiro, Biden e o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga conversaram por telefone, mas os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio não estavam entre os tópicos discutidos, segundo autoridades do governo japonês.


O comitê organizador dos Jogos de Tóquio disse que está se preparando para vários cenários devido à incerteza em torno da pandemia, incluindo a realização de eventos sem espectadores.


Em outra polêmica, o chefe do comitê organizador Yoshiro Mori provocou protestos na quarta-feira, quando fez comentários que muitos consideravam sexistas, sugerindo que reuniões envolvendo muitas mulheres participantes tendem a "se arrastar" por mais tempo do que o necessário.