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Familiares de sequestrados pela Coréia do Norte depositam suas esperanças no novo governo


JAPÃO - Familiares de japoneses sequestrados pela Coreia do Norte nas décadas de 70 e 80 instaram o novo governo na segunda-feira a tomar a iniciativa de garantir o retorno das vítimas.


Mas alguns membros da família expressaram desapontamento em virtude do governo não ter membros bem versados ​​na questão de longa data, que se tornou mais urgente nos últimos anos, à medida que os parentes estão envelhecendo.


"Espero que (o novo governo) definitivamente tome medidas", disse Sakie Yokota, a mãe de 85 anos de uma abduzida, a repórteres, pedindo ao governo que considere trazer de volta as vítimas como "a questão mais importante para o país."


A filha de Yokota, Megumi, foi sequestrada quando voltava da escola para casa em Niigata, uma cidade na costa marítima do Japão, aos 13 anos de idade em 1977. Seu marido Shigeru, persistiu até o fim para ter sua filha de volta, mas jamais verá o resultado de seus esforços, uma vez que veio a falecer no ano passado.


Yokota disse que a questão progrediu pouco, apesar de seus inúmeros pedidos aos primeiros-ministros anteriores. Ela também expressou desapontamento sobre como Hirokazu Matsuno, o novo ministro encarregado da questão dos sequestros, também atua como secretário-chefe do Gabinete. "Sinto que o problema não foi levado a sério", disse Yokota.


Shigeo Iizuka, de 83 anos, irmão do abduzido Yaeko Taguchi, também expressou desapontamento com a programação do novo Gabinete.


"Este é um problema que não pode ser resolvido a menos que o próprio primeiro-ministro tome a iniciativa", disse Iizuka, que chefia um grupo de famílias que trabalha para repatriar as vítimas da Coreia do Norte.


O Japão lista oficialmente 17 pessoas como tendo sido sequestradas pela Coreia do Norte, das quais cinco já foram repatriadas.


Enquanto Tóquio continua buscando o retorno dos 12 restantes, Pyongyang disse que oito, incluindo Megumi Yokota, morreram e outros quatro nunca entraram no país.


Entre os cinco autorizados a voltar para casa, Kaoru Hasuike, 64, pediu que Kishida use sua experiência como ministro das Relações Exteriores para realizar conversas entre o Japão e a Coréia do Norte.


"Não há tempo a perder. Esperamos do fundo de nossos corações que (a questão) seja totalmente resolvida, não importa o que aconteça sob a administração de Kishida", disse Yasushi Chimura e sua esposa Fukie, ambos de 66 anos, em um comunicado.