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G-7 condena intervenção militar no Myanmar


JAPÃO - Na quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores do Grupo dos Sete países industrializados condenaram o golpe militar em Myanmar e pediram a libertação de todas as pessoas "injustamente detidas", incluindo a líder civil Aung San Suu Kyi.


"Estamos profundamente preocupados com a detenção de líderes políticos e ativistas da sociedade civil, incluindo a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi e o presidente Win Myint", disseram os ministros em um comunicado conjunto emitido após a tomada do poder pelos militares de Myanmar na segunda-feira.


O G-7, que reúne Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e também a União Européia, pediu aos militares que acabassem imediatamente com o estado de emergência e restaurassem o poder ao governo eleito.


Referindo-se a uma vitória da Liga Nacional para a Democracia de Suu Kyi nas eleições de novembro, o comunicado disse que o resultado "deve ser respeitado" e que o parlamento "deve ser convocado na primeira oportunidade".


"Estamos com toda a Birmânia que deseja um futuro democrático", disse o documento.

A declaração foi feita no momento em que os militares de Myanmar, de acordo com legisladores do NLD, libertaram cerca de 400 pessoas, incluindo legisladores do antigo partido no poder, e ordenaram que voltassem para casa.


No entanto, acredita-se que membros seniores do NLD, incluindo Suu Kyi, continuem em prisão domiciliar após o golpe de segunda-feira.