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Gen Nakatani, ex-ministro da defesa, é nomeado conselheiro especial de direitos humanos


JAPÃO - O premiê Fumio Kishida decidiu na segunda-feira nomear o ex-ministro da Defesa, Gen Nakatani, como seu conselheiro especial para questões de direitos humanos para tratar do tratamento dado pela China aos muçulmanos uigur na região de Xinjiang, no extremo oeste, e aos defensores da democracia em Hong Kong.


A nomeação de Nakatani deve ser formalizada na quarta-feira, quando Kishida lançar seu segundo Gabinete em uma sessão parlamentar especial. O primeiro-ministro disse em setembro que criaria o novo cargo, o que já irritou a China, que costuma criticar medidas como a interferência em seus assuntos internos.


"Pediram-me para dar conselhos e propostas adequadas sobre questões de direitos humanos, consultando os ministros das Relações Exteriores e da Indústria", disse Nakatani a repórteres após se encontrar com Kishida no gabinete do primeiro-ministro. "Como um político que trabalhou intensamente em questões de direitos humanos, espero utilizar meu conhecimento e experiência."


Kishida, que assumiu o cargo no início de outubro, está formando sua nova equipe depois que o PLD garantiu a maioria na eleição de 31 de outubro para a Câmara dos Representantes.


Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, se recusou a comentar a decisão de Kishida, dizendo a repórteres que se trata de uma questão política interna do Japão.


Mas Wang indicou que a liderança do presidente Xi Jinping monitorará cuidadosamente o tipo de papel que Nakatani desempenhará, enquanto enfatiza que os assuntos internos da China "não podem ser interferidos por forças externas".


Muitas nações democráticas, incluindo Japão e Estados Unidos, têm criticado os supostos abusos dos direitos humanos e o trabalho forçado na China em Xinjiang.


O governo comunista, entretanto, tem argumentado sistematicamente que os campos de detenção na região são centros de treinamento vocacional voltados para o combate preventivo ao terrorismo e ao extremismo religioso.


Kishida, um ex-ministro das Relações Exteriores que se tornou presidente do partido no poder no final de setembro, disse durante a corrida pela liderança do partido governista que estabeleceria o novo cargo para tratar dos principais problemas internacionais de direitos humanos.


Nakatani, que apoiou Kishida na corrida pela liderança, é vice chefe de um grupo multipartidário lançado em abril para redigir uma legislação que permitirá ao Japão impor sanções a países por abusos de direitos humanos.


O grupo multipartidário foi estabelecido em resposta às críticas de que o Japão tem sido lento em comparação com os Estados Unidos e outros países ocidentais em tomar medidas contra as violações dos direitos humanos na China, Hong Kong e Myanmar.