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Governo alerta Line sobre proteção insuficiente de dados pessoais


JAPÃO - O governo japonês ordenou na segunda-feira que o provedor de aplicativos de mensagens Line Corp. tome medidas para proteger adequadamente as informações dos clientes depois que tais dados foram considerados acessíveis por uma afiliada chinesa sem o consentimento do usuário.


A orientação administrativa, que também exige um relatório da Line até o final de maio, foi emitida quando o Ministério das Comunicações e Assuntos Internos julgou que o operador do aplicativo não forneceu um sistema de vigilância suficiente para proteger os "segredos das comunicações", conforme exigido por lei.


Line disse em um comunicado que leva a sério a ordem do governo e prometeu "reconquistar a confiança dos usuários implementando as reformas apropriadas".


A mudança veio depois que a Line, usada por mais de 86 milhões dos cerca de 126 milhões de japoneses, disse no mês passado que as informações pessoais dos usuários estavam acessíveis a técnicos de sua afiliada chinesa.


Fotos e vídeos postados por seus usuários na plataforma online também foram armazenados em um servidor na Coreia do Sul.


O ministério das comunicações também disse que quatro técnicos da afiliada chinesa da empresa acessaram o banco de dados da operadora de aplicativos 132 vezes, mais do que o declarado anteriormente pela Line.


Na sexta-feira, a Comissão de Proteção de Informações Pessoais do governo emitiu uma orientação administrativa separada e pediu à Line para relatar medidas de melhoria dentro de um mês para fornecer um sistema de vigilância suficiente, embora não tenha havido violação clara da lei de proteção de informações pessoais.


Em sua diretriz de proteção de dados, a Line disse que as informações pessoais dos clientes podem ser enviadas para o exterior, mas não especificou o nome de nenhum país estrangeiro, apesar de ser obrigado a fazê-lo devido a uma mudança legal no ano passado.


A operadora do aplicativo disse que quatro técnicos da afiliada chinesa acessaram seu banco de dados pelo menos 32 vezes. Eles puderam ver os nomes dos usuários, números de telefone e endereços de e-mail, juntamente com mensagens relatadas pelos usuários como inadequadas por volta do verão de 2018.


Para proteger melhor as informações dos clientes, Line disse que os dados armazenados na Coreia do Sul serão transferidos para bancos de dados no Japão.


Depois que o problema veio à tona em meados de março, os ministérios do governo japonês e outras organizações públicas suspenderam temporariamente o uso do aplicativo como uma ferramenta de comunicação com o público em meio a questões de segurança.


Alguns especialistas em segurança expressaram preocupação com o fato de que informações pessoais de usuários japoneses possam ser entregues às autoridades chinesas com base na lei nacional de inteligência do país.


O aplicativo Line também se tornou popular como uma importante ferramenta de comunicação social em Taiwan, Tailândia e Indonésia desde o lançamento do serviço em junho de 2011.