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Governo planeja suspender proibição de venda de bebidas alcóolicas mesmo sob emergência


JAPÃO - O governo japonês planeja permitir que restaurantes sirvam álcool mesmo em áreas em emergência se medidas suficientes forem tomadas para prevenir infecções, de acordo com um projeto de plano para reiniciar as atividades econômicas e sociais.


O plano deve ser adotado em outubro ou novembro, quando se espera que todas as pessoas que desejam ser vacinadas tenham sido totalmente vacinadas. Mas alguns especialistas em doenças infecciosas continuam cautelosos quanto ao relaxamento das medidas atuais.


Segundo o plano, o governo não pedirá aos residentes que evitem viajar através das fronteiras provinciais e considerará retomar sua campanha de subsídios para impulsionar o turismo doméstico afetado pela pandemia, disseram as fontes.


O governo pretende divulgar o plano em um futuro próximo, mas pode gerar polêmica, já que o Japão está enfrentando um ressurgimento de infecções causadas pela variante Delta, altamente contagiosa, que sobrecarrega o sistema de saúde do país.


Ao relaxar as medidas atuais, o plano diz que a propagação do vírus pode ser controlada até certo ponto se a vacinação progredir, com base na premissa de que as contramedidas básicas estão em vigor, disseram as fontes.


Entre as medidas facilitadas está a permissão para que os restaurantes ofereçam bebidas alcoólicas e abram por mais horas. O governo também planeja afrouxar as restrições ao número de pessoas que comparecem a grandes eventos se forem tomadas contramedidas completas, disseram as fontes.


O painel consultivo do governo realizará uma reunião na sexta-feira para discutir as medidas e irá compilar propostas sobre como a vida das pessoas pode progredir quando a taxa de vacinação aumentar, disse a fonte.


Um total de 21 das 47 prefeituras do Japão foram colocadas em estado de emergência, com restaurantes solicitados a não servir bebidas alcoólicas ou oferecer karaokê e instruídos a fechar até as 20h.


A emergência está atualmente definida para expirar em 12 de setembro, mas é cada vez mais difícil para o governo suspender a medida devido à situação atual, já que as infecções continuam altas em todo o país.