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Ivica Osim, ex-técnico da seleção japonesa morre aos 80 anos


ÁUSTRIA - O ex-técnico da Seleção Japonesa, Ivica Osim, morreu aos 80 anos, segundo um site oficial de um clube de futebol austríaco onde atuou como técnico pela primeira vez.


Nascido na Bósnia e Herzegovina, conduziu a então seleção da Iugoslávia, onde chegou às Oitavas de Final do Mundial de 1990 da Itália.


Ele veio ao Japão em 2003 para assumir o comando da JEF United, sendo campeão da Copa da Liga em 2005, antes de assumir o lugar de Zico na comissão técnica dos Samurais Blues.


Em 21 de julho de 2006, Osim foi nomeado treinador da seleção japonesa, após Zico, que havia renunciado após o fim da Copa do Mundo FIFA de 2006. O Japão derrotou Trinidad e Tobago por 2 a 0 na estreia de Osim como treinador principal em 9 de agosto de 2006.


Na Copa da Ásia de 2007, o Japão não conseguiu o tricampeonato e amargou o quarto lugar da competição ao perder para a Arábia Saudita e, de forma melancólica, perder a disputa do 3º lugar para a Coréia do Sul.


Ele disse: "Sinto como se tivesse deixado cair as calças. Duas vezes", ao descrever seu próprio desempenho gerencial, apontando que ele não descansou os jogadores cansados.


Durante o torneio, Osim, irritado, chamou seus atletas de "amadores" após empate contra o Catar em 1 a 1 e não quis assistir a partida contra a Austrália, apesar da vitória: "Eu não quis ver porque faria mal ao meu coração. Não quero morrer enquanto treino o Japão, quero morrer em Sarajevo, onde nasci. Em paz!"


As observações de Osim ganharam popularidade entre os adeptos japoneses, e "Palavras de Osim" (のの言葉, Oshimu no kotoba), uma coleção de suas citações publicadas em 2005, vendeu 400.000 cópias e estava na lista dos mais vendidos no Japão


Ele fortaleceu a seleção nacional sob a bandeira do "pensar e correr", mas em novembro de 2007, durante seu mandato, ele desmaiou com um derrame cerebral e se aposentou como treinador.


Após recuperar-se de sua doença, ele trabalhou como conselheiro da JFA, ajudando a fortalecer e promover a equipe nacional.


Embora ele tenha sido o responsável pela seleção nacional por pouco mais de um ano, ele recebeu a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Rosette em 2016 por sua grande contribuição ao futebol japonês.