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Japão aplica medidas mais rígidas em relação a conversa entre professor e aluno pela internet


JAPÃO - O Ministério da Educação do Japão pressionou na sexta-feira por uma fiscalização mais rígida contra o uso de comunicação pessoal via mídia social entre professores e alunos, após alguns educadores serem punidos por má conduta sexual.


O ministério informou que enviará um comunicado, o primeiro do tipo, às juntas de educação das prefeituras no mesmo dia, solicitando também a professores e alunos que evitem dar aulas individuais após relatos de comportamento indecente, segundo o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.


A mudança ocorre depois que alguns educadores descobriram que cometeram má conduta sexual, comunicados às suas vítimas por meio de mídia social ou texto.


O aviso estipula que os conselhos devem deixar claro em suas diretrizes sobre as regras existentes que proíbem a comunicação pessoal entre professores e alunos.


As escolas também devem implementar suas próprias regras se a comunicação por meios pessoais for necessária para as atividades após a escola, enquanto os pais devem ser notificados desses regulamentos.


O aviso acrescenta que as janelas das salas de aula não devem ser cobertas para evitar espaços fechados e encontros secretos.


Um modelo de currículo de amostra, modificado para incluir punições criminais anteriores e ações disciplinares, também foi anexado ao aviso como uma medida para evitar que outros municípios contratem educadores em potencial que tentem esconder demissões anteriores ou ações disciplinares.


Um sistema de banco de dados que permite que os estabelecimentos de ensino pesquisem um acúmulo de relatórios do governo de 40 anos também pode ser utilizado.


Advogados, psiquiatras e outros especialistas também devem ser consultados durante as investigações de má conduta sexual e ao decidir sobre ações disciplinares contra professores infratores, de acordo com o edital.


No ano fiscal de 2019, 273 professores de escolas públicas em todo o país receberam ação disciplinar ou repreensão por má conduta sexual, o segundo maior número já registrado, de acordo com o ministério.