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Japão cria legislação para permitir sanções sobre abusos de direitos humanos


JAPÃO - Legisladores governantes e opositores lançaram um grupo bipartidário na terça-feira para redigir uma legislação que permitirá ao Japão impor sanções a países por abusos de direitos humanos.


A medida veio em resposta às críticas de que o Japão tem demorado a agir contra esses abusos que ocorrem na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, Hong Kong e Mianmar, mesmo depois que os Estados Unidos e outros países ocidentais impuseram sanções.


O grupo, liderado conjuntamente pelo membro do Partido Liberal Democrata Gen Nakatani, ex-ministro da Defesa, e por Shiori Yamao, membro da Câmara dos Representantes do opositor Partido Democrático para o Povo, pretende aprovar a legislação na atual sessão da Dieta.


"Precisamos de ação, não apenas de palavras, para que as pessoas não pensem que o Japão é o único país que evita esse problema", disse Nakatani em uma reunião com a presença de cerca de 40 legisladores do LDP, seu parceiro de coalizão júnior Komeito, bem como partidos de oposição, incluindo o Partido Democrático Constitucional do Japão, o Partido Comunista Japonês e o Partido da Inovação do Japão.


O grupo parlamentar confirmou sua intenção de adotar uma resolução sobre a Dieta pedindo o fim imediato das violações dos direitos humanos na China e em Mianmar.


Ela concordou em trabalhar para a aprovação de um projeto de lei que permitirá ao Japão impor sanções, como congelamento de ativos, a indivíduos e entidades envolvidas em tais abusos.


O grupo também pediu coordenação com outras nações do Grupo dos Sete sobre questões relacionadas a sanções.


O G-7 agrupa Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Européia.