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Japão diz que visto de dois diplomatas de Myanmar ainda é válido


JAPÃO - O Japão não revogou o visto de dois diplomatas de Myanmar em Tóquio que foram demitidos pela junta por se opor ao golpe de 1º de fevereiro e à subsequente repressão violenta contra manifestantes pacíficos, disse o ministro das Relações Exteriores japonês, Toshimitsu Motegi, na sexta-feira.


"Não consideramos suas ações como inadequadas, portanto, seu status de visto não foi anulado", disse Motegi em entrevista coletiva, quando questionado sobre o atual status de residente e como o Japão planeja lidar com os dois após sua demissão pelo Junta de Myanmar.


As duas - Aung Soe Moe, 51, uma primeira secretária e uma segunda secretária que deseja permanecer anônima - foram proibidas de entrar no complexo da embaixada, que abriga seus antigos escritórios e residências, logo depois de se juntarem a um movimento de desobediência civil contra regime militar em março.


Eles começaram a boicotar suas funções na embaixada quando anunciaram sua participação no movimento em 6 de março no Facebook.


A embaixada birmanesa informou ao Ministério das Relações Exteriores do Japão em março que o status diplomático e os passaportes da dupla foram revogados, disse Motegi, acrescentando que seu ministério julgará o status de residente enquanto "monitora como a situação em Myanmar evolui".


A dupla solicitou que o Japão mantivesse seus vistos diplomáticos e credenciais, citando sua legitimidade como funcionários designados pelo governo democraticamente eleito liderado pela líder civil Aung San Suu Kyi, que foi derrubada pela força.


Desde que deixaram o complexo da embaixada em 11 de março, os dois vivem separados em Tóquio com o apoio de expatriados de Myanmar.