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Presidente Tsai Ing-wen recebe senadora americana no Taiwan


TAIWAN - A senadora norte-americana Marsha Blackburn disse na sexta-feira que continuará apoiando Taiwan com base em seus valores democráticos compartilhados com os Estados Unidos ao se encontrar com a presidente Tsai Ing-wen.


A China, liderada pelos comunistas, que insiste em dizer que Taiwan faz parte de seu território, reagiu à visita de Blackburn, criticando os EUA por interferirem nos assuntos internos do país, apesar da ilha não fazer parte dela e tampouco de seus assuntos.


Espera-se que Pequim continue realizando exercícios militares em áreas que circundam Taiwan em retaliação às tentativas de Washington e da ilha de reforçar sua cooperação nos campos de segurança e economia, disseram especialistas em relações exteriores.


"É importante, de fato, que as nações que tem apreço pela liberdade, apoiem Taiwan à medida que buscam preservar sua independência e sua liberdade", disse Blackburn, membro do Comitê de Serviços Armados do Senado, na reunião com Tsai no Gabinete Presidencial.


Tsai elogiou Blackburn por vir em um "momento chave", dizendo que a recente série de visitas de figuras públicas dos EUA a Taiwan é uma demonstração firme de apoio que "reforçou a determinação de Taiwan de se defender".


À luz da invasão russa da Ucrânia e dos exercícios militares da China nas proximidades de Taiwan, Tsai disse que as democracias devem se unir ainda mais para defender os valores compartilhados da liberdade e da democracia.


Tsai também afirmou que Taiwan e seus parceiros internacionais devem aprofundar a cooperação econômica e comercial, como a construção de cadeias de suprimentos mais seguras e resilientes.


Blackburn ecoou a observação de Tsai dizendo que uma cadeia de suprimentos crítica de semicondutores é vitalmente importante para seu eleitorado do Tennessee, um grande estado de fabricação automotiva.


Após a viagem de Pelosi, a terceira mais alta autoridade dos EUA, à ilha no início de agosto enfureceu a China, uma delegação de legisladores americanos liderada pelo senador Ed Markey também visitou a partir de 14 de agosto e se encontrou com Tsai.


A visita de alto perfil dos EUA a Taiwan levou Pequim a aumentar suas atividades militares ao redor da ilha, incluindo exercícios militares em larga escala e repetidas travessias da linha central entre a China e Taiwan, uma fronteira que tem sido respeitada por ambos os lados há décadas.


O People's Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, disse que os Estados Unidos alardearam a crise.


Blackburn chegou à ilha na quinta-feira. Ela disse em um comunicado emitido no mesmo dia que sua viagem para se reunir com líderes em Taipei tem o objetivo de "avançar e fortalecer nossas parcerias" e que visitas regulares de alto nível a Taipei são "política de longa data dos EUA".


"Jamais tenho intimidações, principalmente se tratando de uma nação comunista como a China, que no início, virou as costas para a ilha", disse a senadora.


Pelosi, uma democrata, tornou-se a primeira presidente da Câmara dos EUA em 25 anos a visitar Taiwan, apesar das provocações e ameaças da China.


Os dois países têm sido governados separadamente desde a emancipação taiwanesa devido a uma guerra civil em 1949.


Desde a revolução chinesa que deu origem ao governo que dura até os dias de hoje, a China não dava importância a Taiwan, onde o Kuomintang instalou seu governo na ilha, até virem a nação se modernizar em vários aspectos no cenário capitalista.


Desde então, a China insiste em dizer que Taiwan pertence a elas e que, se necessário, usará a força para reunificar a ilha, democraticamente reconhecida por países também democráticos.


Os Estados Unidos mudaram seu reconhecimento diplomático de Taipei para Pequim em 1979, mas mantiveram relações não oficiais com Taiwan enquanto forneciam armas e peças de reposição para ajudá-la a manter capacidades suficientes de autodefesa.