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JORNALISMO SIMPLES E DIRETO | O dia a dia do Japão

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"Tanto o grupo quanto o governo estão agindo de forma infantil", diz hacker ético sobre ataques


BRASIL - Em entrevista a TSJ MiraiNews, um Hacker Ético e especialista em TI, explica a atuação dos ataques hackers contra os sites do governo e da sociedade japonesa que movimentaram as pautas dos principais jornais do país, além da forma como os hackers se comportam e da forma como o governo reagiu aos acontecimentos.


O assunto veio à tona quando um grupo de hackers, possivelmente apoiadores da causa russa, fez com que páginas do governo japonês fossem temporariamente retirados do ar na segunda e na noite desta quarta, o site de serviços ferroviários de Tóquio e Osaka também viraram novas vítimas do mesmo grupo que também reivindica o ato.


O especialista também na área de Segurança da Informação não poupou críticas em relação a atuação dos hackers e do sistema de defesa cibernética do governo japonês:


"Na minha opinião, esse grupo de hackers é totalmente iniciante, com suas BOTNETS tentando causar algum dano, fazendo DDoS. Se cair, caiu! Caso contrário, ficariam tentando subir o nível dela (da BOTNET)."


BOTNET é uma rede de computadores conectados à Internet, cada um executando um ou mais bots. Esses tipos de redes podem ser usados para executar ataques DDoS, roubar dados, enviar spam e permitir que o invasor acesse o dispositivo e sua conexão.


"Na minha opinião, os maiores danos que causaram foi só a retirada do site do ar de forma momentânea", completou.


O ministro Hirokazu Matsuno, em coletiva, afirmou que nenhum dado havia sido vazado depois que o governo conseguiu retomar o controle de seu site. Ainda não se sabe se o mesmo ocorreu com o site de metrôs de Tóquio e Osaka.


Sobre a forma como o governo japonês se comporta sobre seus mecanismos de defesa contra os ataques hackers, ele vai mais além:


"O governo japonês deveria investir em Hardware ant-DDoS ou ant-flow, com o intuito de inibir esses ataques!


Esses ataques do tipo DDoS (mais conhecido também como ataque de Negação de Serviço), são ataques básicos consistentes em enviar pacotes para o servidor em que o site está hospedado em formato de 'pings'."


"Estes em suma maioria e efetuado utilizando as chamadas "BOTNETs" que são redes de computadores infectado com malwares e que trabalham como zumbi para os atacantes efetuando o ataque em conjunção, ataques assim normalmente levam algum tempo para serem feitos, organizados e ativados pelo fato de que nem sempre todos os componentes da BOTNET estarem disponíveis para o ataque, estes podem ser parados utilizando um hardware ou um software de controle de entrada de blocos de pacotes, normalmente usados em grandes servidores e de fácil utilização, que interferem nos pacotes recebidos no servidor, assim escolhendo os que são reais e eliminando ou bloqueando o acesso dos que não são reais.", completou.


Na terça-feira, a Killnet postou no Telegram reivindicando a responsabilidade pelos ataques e pareceu escrever que estava se revoltando contra o "militarismo" do Japão e chutando os samurais.


Por volta das 18h30 de quarta-feira, a Killnet fez um novo post em que havia declarado guerra contra o que chamou de "campanha anti-russa do Japão", e também enviou um vídeo.


Questionado sobre a forma como o grupo atua, ele comentou: "Este tipo de ataque é como uma birrinha de uma criança. E na maioria dos casos e apenas querendo atenção. E até me impressiono pelo fato de um país tão moderno como o Japão não ter uma segurança reforçada. Tanto um como o outro agem de forma infantil."


Não é a primeira vez que um ataque hacker deste porte é noticiada no Japão. Perto do fim de 2020, o servidor da CAPCOM foi vítima de um ataque da mesma natureza, que causou o vazamento de 350 mil dados de usuários por meio de um ataque de ransomware.